TRANSPORTE| Estacionamento irregular de veículos mal parados trava ônibus e prejudica passageiros Em Teresópolis.

 

O dia a dia de quem depende do transporte coletivo em Teresópolis tem sido cada vez mais afetado por um problema recorrente: veículos estacionados de forma irregular. Em ruas estreitas e comunidades, o desrespeito às normas de trânsito impede a passagem dos ônibus, provocando atrasos, retenções e até o cancelamento de viagens.

Atualmente, o sistema de transporte do município opera com uma frota de 94 ônibus, responsáveis por mais de 1.200 viagens diárias. No entanto, essa engrenagem essencial para trabalhadores e estudantes vem sendo comprometida pela falta de consciência de motoristas de veículos particulares.

Bairros mais afetados

De acordo com dados operacionais, os principais pontos críticos estão concentrados em regiões onde a malha viária já é limitada:

  • Morro do Perpétuo

  • Pimentel

  • Álvaro Paná

  • Bairro dos Funcionários

  • Beira Linha

Nessas localidades, basta um carro estacionado de maneira irregular para que um coletivo fique parado por longos períodos, impedindo o cumprimento do itinerário e afetando toda a programação da linha.

Prejuízo direto para a população

O impacto recai diretamente sobre o passageiro. Levantamentos das empresas operadoras apontam que, apenas no último ano, 1.832 viagens deixaram de ser realizadas devido a retenções causadas por estacionamento irregular, obras e congestionamentos.

Com cerca de 106 mil veículos emplacados para uma população estimada em 186 mil habitantes, Teresópolis apresenta uma das maiores proporções de carros por habitante da região, o que pressiona ainda mais uma infraestrutura viária que não acompanhou esse crescimento.

Falta de planejamento agrava a situação

Outro fator que contribui para a crise de mobilidade urbana é a ausência de um Plano de Mobilidade Urbana (PMU). Sem esse instrumento, o município deixa de contar com estudos técnicos atualizados capazes de apontar soluções como corredores exclusivos para ônibus, sinalização mais rigorosa e reorganização do fluxo de veículos leves.

Enquanto medidas estruturais não saem do papel, o passageiro segue sendo o mais prejudicado, enfrentando longas esperas nos pontos e a incerteza diária sobre o cumprimento dos horários do transporte coletivo.