Secretaria da Mulher leva mensagem de inclusão e diversidade ao desfile de Carnaval Em Teresópolis.
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| Foto: Divulgação/ Giovanna Venture |
A convite da secretária da pasta, Katia Borges, o Coletivo Serra Trans participou do desfile, destacando o compromisso da gestão municipal com a inclusão e o respeito à diversidade.
Durante a programação, a ativista Giovanna Venture utilizou a palavra para defender a ampliação da visibilidade, a garantia de direitos e o combate a todas as formas de violência e discriminação. Em seu discurso, ressaltou que a ocupação de espaços públicos e institucionais é fundamental para fortalecer políticas públicas mais justas e igualitárias.
O evento também contou com a presença da secretária municipal de Esporte, Érika Marra, que dividiu o momento com a ativista e reforçou a importância da integração entre as secretarias na construção de ações voltadas às mulheres da cidade.
Mais do que uma celebração carnavalesca, o desfile simbolizou um ato de fortalecimento institucional, reconhecimento de lutas históricas e reafirmação do compromisso com uma Teresópolis mais plural, inclusiva e respeitosa.
Em entrevista ao Portal ND1 Serrana RJ, a ativista Giovanna Venture falou sobre a participação no desfile promovido pela Secretaria da Mulher de Teresópolis e ressaltou a importância da ocupação de espaços institucionais por mulheres trans e cis.
Segundo Giovanna, participar do evento foi um momento de reconhecimento e construção coletiva. “Não foi apenas uma participação simbólica, mas a demonstração de que mulheres trans e cis podem e devem ocupar espaços institucionais. Para mim, representou respeito, diálogo e avanço”, afirmou.
Ao comentar sobre a mensagem levada ao público durante o Carnaval, a ativista destacou que a festa também é um espaço de afirmação de direitos. “O Carnaval também é um espaço político, de celebração da diversidade. Todas as mulheres merecem segurança, dignidade e oportunidades. Inclusão não é discurso, é prática”, pontuou.
Giovanna Venture também abordou os desafios enfrentados no município. De acordo com ela, a violência de gênero, o preconceito estrutural e a dificuldade de acesso ao mercado de trabalho e aos serviços públicos ainda são barreiras significativas. Ela chamou atenção, especialmente, para a exclusão social vivida por mulheres trans e defendeu o fortalecimento de políticas de empregabilidade, proteção e educação como caminhos para enfrentar a discriminação.
Sobre a presença do Coletivo Serra Trans em eventos institucionais, Giovanna foi categórica ao afirmar que se trata de um avanço concreto. “Políticas públicas eficazes só acontecem quando quem vive a realidade participa da construção das soluções. A abertura ao diálogo demonstra reconhecimento da sociedade civil organizada”, concluiu.


